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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Professora desenvolve livro e ajuda alunos com surdez no ES

O material alfabetiza com linguagem de sinais e português escrito. 
Segundo intérprete de libras, metodologia facilita o aprendizado.

Do G1 ES com informações da TV Gazeta Sul



A professora Adeilsa Nevesde desenvolveu um livro para alunos com deficiência auditiva, em Iúna, na região Sul do Espírito Santo. O livro alfabetiza por meio da linguagem de sinais e português escrito. Segundo a docente, não havia nenhum material didático adequado para os alunos e, por isso, usou a experiência adquirida em sala de aula para escrever o livro.
Para a professora, o aluno com deficiência auditiva precisa saber a linguagem dos sinais e também a escrever a Língua Portuguesa. "Nós encontramos hoje no mercado, materiais para ensinar libras de forma generalizada. Agora, o bilinguismo não existe. Não temos material nenhum. A dificuldade é essa. Precisamos de uma material em que ele possa ter simultaneamente um aprendizado tanto de língua de sinais, quanto de língua portuguesa escrita", disse.
Segundo a intérprete de libras, Raquel Bitencourt, a metodologia facilita o aprendizado, porque eles podem aprender de uma forma mais concreta, mais fácil. "Eles não entendem a língua escrita da mesma forma que nós entendemos, nós temos uma facilidade para ler o que está escrito e entender. Para os deficientes auditivos, a forma escrita geralmente muda um pouco. Por exemplo, nós lemos que a casa é bonita, para eles, somente casa bonita eles entendem", justifica.
O livro conta com 62 páginas e é utilizado, por enquanto, somente por alunos de Iúna. A professora procura ajuda para publicá-lo e para que mais crianças tenham acesso ao material. Quem quiser ajudar a publicar o livro, pode entrar em contato com a Escola Estadual Henrique Coutinho, pelo telefone (28) 3545-1318.

Aulas de libras começam no fim de semana em Uberlândia

Atividades serão oferecidas pela Universidade Federal de Uberlândia.
Inscrições encerram nesta quarta-feira (12).

Do G1 Triângulo Mineiro


Terminam nesta quarta-feira (12)  as inscrições para o curso de extensão de formação básica na Língua Brasileira de Sinais (Libras) em Uberlândia. O curso será oferecido pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e os interessados devem ser professores da rede pública, técnicos e professores e alunos da universidade. São 20 vagas por turma e as aulas começam no sábado (22) . As inscrições devem ser feitas pelo site da UFU.

Planos de saúde geram reclamações em Sorocaba, SP

Tem Notícias flagrou situação irregular em hospitais de convênios.
Segundo ANS, prazo para atendimento é a principal reclamação.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí



O Tem Notícias desta quarta-feira (12) mostra a situação enfrentada por pacientes da região de Sorocaba (SP) na hora de conseguir atendimento pelos planos de saúde. Segundo os consumidores, pagar pelas operadoras não é mais garantia de se ter um atendimento ágil e de qualidade.
As maiores queixas na Agência Nacional de Saúde (ANS) são sobre a recusa na cobertura de exames e tratamentos e dificuldade para conseguir marcar uma consulta. O prazo estipulado pelo órgão regulador para conseguir uma consulta muitas vezes não é respeitado.
Com uma câmera escondida, produtores do Tem Notícias percorreram três dos principais hospitais que realizam atendimentos a pacientes de convênios em Sorocaba. Em todos, as cenas mostram sagões lotados, cena típica do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). A maioria dos pacientes relata demora no atendimento. “Estou há mais de uma hora esperando”, disse um homem, que aguardava atendimento para a filha.
Em Sorocaba, os prazos para atendimentos aparecem no primeiro lugar da lista de reclamações. Segundo a ANS, são 42 denúncias só nos três primeiros meses do ano. Ao todo, 157 reclamações já foram registradas.

A empregada doméstica Célia Aparecida Santos caiu de uma escada e bateu a cabeça. O problema de surdez, que ela já tinha em um dos ouvidos, foi agravado. Agora, ela não ouve quase nada e convive com um zumbido forte no ouvido. Célia conta que foi atendida no pronto-socorro, mas que não teve o encaminhamento para um especialista. “O convênio que era para agilizar o processo, não ajuda em nada. Para que ter convênio então?”, reclama o Marcelo Santos, marido de Célia.
Alguns profissionais dificultam ainda mais o atendimento. Alguns dos médicos que prestam serviço para os planos de saúde priorizam o atendimento para consultas particulares. O Tem Notícias fez o teste, e telefonou para alguns consultórios médicos, tentando consulta. A primeira pergunta da atendente é se a consulta será particular. Quando a resposta é que será pelo plano de saúde, a atendente diz que só há vagas para dezembro. Já quando a repórter diz que pagará pela consulta - que custa R$ 500 reais - a história muda. "Tem uma vaga para a semana que vem", disse a secretária. O resultado disso é a espera de pacientes conveniados de semanas ou até meses por uma consulta.
Segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM), o médico tem total autonomia sobre como administra a agenda de atendimentos, mas alerta. "O contrato que a operadora faz com o médico tem algumas exigências, alguns comprometimentos que ele assume. Então ele poderá ser acionado, por exemplo, no Procon. Ele poderá ser, por exemplo, até desligado da operadora se ele não cumprir o contrato. É uma questão contratual, mas do ponto de vista ético não há nenhum impedimento que o médico gerencie sua própria agenda", explica João Márcio Garcia, conselheiro da CRM.
Isso porque os convênios são obrigados a cumprir prazos estipulados pela Agência Nacional de Saúde. "No caso das especialidades básicas, são sete dias. Nas demais especialidades médicas, 14 dias. Para as especialidades não médicas, como fonoaudiologia, são 10 dias. Internação eletiva, até 21 dias, e urgência e emergência, a cobertura deve ser imediata", declara José Estevam Freitas, chefe da ANS.
Para quem precisa do convênio para um tratamento específico, surpresas indesejadas também podem aparecer. Aline, de 27 anos, sofre de hidrocefalia, uma doença que causa o acúmulo de água no cérebro. A família acionou o convênio sobre a necessidade de um tratamento multidisciplinar. A paciente recebeu cama, sonda e atendimento em casa. Mas então veio a surpresa: por uma carta, o plano de saúde avisou que estava rescindindo o contrato. A família entrou na Justiça para conseguir manter o serviço. "Recorremos, porque na primeira vez a gente perdeu, porque tem uma cláusula no contrato que informa que eles podem reiscindir o contrato. Só que o juiz não julgou a situação da Aline", conta Audrey Duran, irmã da Aline. 
A briga na Justiça para conseguir cobertura de um tratamento, cirurgia ou outro procedimento médico acaba sendo o último recurso de algumas famílias. Luiz Eduardo, de 13 anos, nasceu surdo. A família lutou por dez anos na busca de médicos e tratamentos para a reversão pelo menos parcial da surdez. A indicação foi um implante coclear, o chamado ouvido biônico. A cirurgia para a implantação da prótese passou a ser coberta pelos planos de saúde desde 2011. Então, a família decidiu contratar o serviço. "Fizemos um plano de saúde e esperamos dois anos de carência, que é o prazo para fazer o procedimento. Daí procuramos um especialista e eles fizeram a triagem, serviço com a fonoaudióloga, e a cirurgia foi marcada. Só que quando a cirurgia estava chegando, o plano não quis fazer mais", lembra o irmão de Luiz, Juliano Laureano.
A família recorreu à Justiça. Em um mês, Luiz Eduardo implantou a prótese, que é fabricada na França e custa em torno de R$ 70 mil. "A maioria das pessoas não tem condições de pagar. Então, o que as pessoas fazem é procurar pela cobertura do plano. Às vezes alguns planos recusam, por causa do alto custo", explica o otorrinolaringologista Aloysio Campos Neto.


Justificativas
No país há quatro associações que respondem pelos planos de saúde. Três delas enviaram um posicionamento sobre as questões abordadas na reportagem.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar afirma que as operadoras conveniadas seguem as normas da ANS, em relação aos prazos estabelecidos, mas não garante atendimento com o profissional escolhido pelo beneficiário. A nota afirma ainda que os pronto-socorros seguem um protocolo de prioridade.
A Cooperativa Unimed diz que a dificuldade no agendamento de consultas só ocorre porque o paciente tem preferência por determinado profissional. Nos demais casos, diz que respeita os prazos da ANS. A nota não esclarece os problemas de superlotação no pronto-socorro.
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) informou que não participa das operações diárias dos associados e não tem controle sobre os serviços prestados, mas que também segue os prazos determinados pela Agência Nacional de Saúde Supementar.
A União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas),  foi procurada, mas não respondeu.


Registros de reclamações
Os pacientes que quiserem registrar uma reclamação devem ligar para o 0800-701-9656 e relatar o caso. Segundo a ANS, será registrada uma reclamação na agência. Se a reclamação for por uma cobertura, será feita uma notificação para a operadora, que terá cinco dias para responder. Então a agência analisa se há irregularidades. Quando há, o caso é encaminhado para um núcleo de fiscalização, para a conduta da operadora ser apurada.

Também é possível registrar reclamações por meio do canal de atendimento da ANS, no site da agência.

Os pacientes reclamam que a cena em hospitais de convênios são típicas do SUS (Foto: Reprodução/TV Tem)
Os pacientes reclamam que a cena em hospitais 
de convênios são típicas do SUS 
(Foto: Reprodução/TV Tem)


terça-feira, 11 de junho de 2013

Levantamento aponta número de pessoas desaparecidas em Marília

Nos cinco primeiros meses deste ano, 46 casos foram registrados.
Sites ajudam familiares a procurar pessoas desaparecidas. 

Do G1 Bauru e Marília



Um levantamento da polícia de Marília (SP) aponta que só neste ano, foram registrados 46 casos de pessoas que desapareceram somente nos cinco primeiros meses de 2013. Um dos casos é de Érico Vieira, filho de Vera Lúcia Vieira que desapareceu há quase três meses. Ele ia para o trabalho e sumiu. Desde então, familiares e amigos se uniram na tentativa de encontrar o rapaz.  O caso é mais um em uma estatística que cresce e preocupa a cidade.
Segundo a polícia, a primeira recomendação no caso de um desaparecimento é registar um boletim de ocorrência. A partir daí, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) traça um perfil e começa a seguir os últimos passos da vítima. "Feito registro do boletim de ocorrência, automaticamente já é passado uma mensagem para a delegacia de pessoas desaparecidas, onde a pessoa é inserida no banco de dados da polícia como desaparecida”, explica Aéliton Roberto de Souza, delegado da DIG de Marília.


Final feliz
Apesar do levantamento alarmante, dados da Polícia Civil mostram que quase todos os casos de desaparecimento em Marília são solucionados. Este ano, 37 pessoas foram encontradas e no ano passado 91. É o que espera o pai do Érico. Ele afirma que reza muito, pensa todos os dias no filho e que tem certeza que um dia o jovem será encontrado. “Nós recebemos solidariedade de muita gente que não conhecemos e não tem como agradecer esse tipo de oração”, conta Érico Carvalhar Vieira.

Paralelamente ao trabalho da Polícia Civil, sites na internet e grupos independentes auxiliam na procura dos desaparecidos, como, por exemplo, o grupo Anjos da Guarda. A equipe conta com 30 voluntários que contribuem através de informações da PM e já atenderam mais de 300 casos. "Segundo nossos dados, 98% das pessoas têm retornado para as suas residências ou sido encontradas pelos anjos da guarda, Polícia Militar ou Polícia Civil”, ressalta o fundador do projeto Cláudio Schilic.
Mulher foi apelidada de 'Maria de Tal' em Tupã (Foto: Reprodução/TV Tem)  
Mulher foi apelidada de 'Maria de Tal' em Tupã
(Foto: Reprodução/TV Tem)


Maria de tal
Enquanto famílias procuram entes queridos que desapareceram, na cidade há também pessoas que procuram a família inteira é o caso da jovem Maria. A história da separação de ‘Maria de Tal’, como foi apelidada, começou nas ruas de Jaboticabal (SP). Como tem problema de surdez profunda, a mulher foi retirada das ruas e encaminhada a Casa da Criança de Tupã (SP) onde viveu por nove anos.

Como não podia mais ser atendida pela entidade que já não recebe mais pacientes com problemas psiquiátricos, Maria foi levada ao Hospital Espírita de Marília (SP) onde aprendeu a linguagem dos sinais e enfim conseguiu manifestar o desejo de reencontrar a família, onde conta sua história através de uma página na rede social. Lá tem informações sobre o pouco do que Maria conseguiu passar para as pessoas que a ajudaram, no entanto, como não há muitos dados como o nome completo dela, onde ela nasceu, entre outras informações, o perfil na rede ainda não deu retorno. Além de perfis nas redes sociais, outros sites também auxiliam na busca de pessoas desaparecidas. Dois deles são da Polícia Civil, um para desaparecidos em geral e outro voltado para crianças e adolescentes.


Emprega SP oferece oportunidades de emprego na região de Sorocaba

Interessados encontram 400 vagas de trabalho.
Atuação é para construção civil, serviços e comércio.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí


Em Sorocaba (SP), diversas oportunidades de emprego são oferecidas à população. As áreas de atuação são para construção civil, serviços e comércio, além de vagas para pessoas com deficiências.
Segundo o Emprega São Paulo, são 400 vagas, com requisitos de escolaridade e experiência que variam de acordo com a necessidade da empresa.
O interessado deve se cadastrar no Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), apresentando RG, CPF, PIS e Carteira de Trabalho. Para pessoas com deficiência é preciso levar laudo médico com o Código Internacional de Doença (CID) e Audiometria (no caso de problemas auditivos). O cadastro também pode ser feito no site do Emprega São Paulo.

Tecnologia deve facilitar aprendizado de alunos com deficiência auditiva

Aparelho com entrega gratuita foi aprovado por pesquisadores da UFSCar.
Novo sistema funciona como um microfone sem fio e custa até R$ 8 mil.

Do G1 São Carlos e Araraquara




Estudantes com deficiência auditiva da rede pública terão acesso ao sistema de frequência modulada pessoal, uma tecnologia que facilita o aprendizado em sala de aula. O Ministério da Saúde decidiu oferecer o sistema pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o mês passado. A eficácia foi comprovada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O aparelho funciona como um microfone sem fio, que leva a voz do professor direto para o aparelho de audição da criança. A tecnologia, desenvolvida na Suíça, custa até R$ 8 mil e  será oferecido de graça pelo Governo Federal.

O aluno Guilherme, de 12 anos, tem dificuldade pra ouvir e a comunicação com os colegas é por libras, a linguagem brasileira de sinais. Ele também usa um aparelho que amplia os ruídos do ambiente, que em vez de ajudar, pode atrapalhar em algumas situações, já que o ouvido da criança fica muito sensível a qualquer tipo de barulho, bem comuns nas salas de aula.

“Eles vêem alguma coisa diferente, querem conversar um com o outro ao mesmo tempo, tem que chegar e falar calma, gente, para”, comentou o professor Luís Augusto Krepski.


Sistema de frequência modulada deve ajudar no aprendizado de alunos (Foto: Reprodução/EPTV)
Sistema de frequência modulada deve ajudar no
aprendizado de alunos (Foto: Reprodução/EPTV)


Além do ruído, outro problema que pode atrapalhar o aprendizado é a distância entre o professor e o aluno. O sistema de frequência modular reduz o ruído da sala de aula e funciona como um microfone sem fio.

“O professor fica com o transmissor e com o microfone, que capta a sua voz. Esse sinal é encaminhado por rádio frequência para o receptor, que é uma peça acoplada no aparelho auditivo do aluno”, explicou a pesquisadora da USP, Regina Tangerino.

Teste
O equipamento foi testado durante seis meses com mais de 200 alunos entre 5 e 17 anos de escolas públicas de todo o país, incluindo estudantes de Campinas, Ribeirão Preto, Botucatu, Lençóis Paulista, Prudente e Bauru (SP). “O que se observou é que os alunos ficaram mais focados na voz do professor e mais focadas e alertas, com respostas mais rápidas”, disse Regina.

A fonoaudióloga Patrícia de Godoy explica que o aparelho ajuda no desenvolvimento de várias habilidades. “Trabalha na detecção da fala, ajuda na localização, na atenção, concentração e aluno acaba tendo melhor desempenho escolar”, comentou.

O aparelho de frequência modulada também é uma esperança para Ester Santos, de 7 anos, que já está cansada dos barulhos em sala de aula. “As crianças gritam e o fica um barulhinho que atrapalho”, disse. Ela tem uma deficiência auditiva leve, o que já compromete o aprendizado.

Como não tem condições de comprar o aparelho, a mãe aguarda a chegada do equipamento na escola. “Vai ser bom para todas as crianças, não só para as com dificuldades, mas para as outras e para as professoras, porque para elas também não é fácil”, disse a dona de casa Sandra Santos, mãe de Ester.

Liberação
Segundo o Ministério da Saúde, é dentro da escola que começa o processo para liberação dos aparelhos. O Ministério da Educação vai preparar professores para ajudar a identificar os alunos que tenham problemas de audição.

Os estudantes serão encaminhados para os postos de saúde para exames com médicos especialistas, que serão responsáveis pela configuração do aparelho, se a necessidade for confirmada.

Por falta de intérpretes no Detran, surdos são impedidos de tirar CNH

Legislação exige profissional para a realização das provas, sem custo.
No Paraná, são 100 solicitações por mês; Detran diz que licitação foi aberta.

Do G1 PR, com informações da RPC TV Maringá




Os processos para a retirada de Carteira Nacional de Habilitação (CHN) para surdos estão parados no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran). Isso porque, apesar de ser uma exigência legislativa, desde janeiro deste ano, não há intérprete de Libras para a realização das provas.

Em média, são 100 solicitações por mês. Uma delas é a do jovem Danilo, que mora em Maringá, no norte do estado. Ele esperava apenas completar 18 anos para poder dirigir, mas, com a falta de interprete, terá que esperar.

Para a mãe Vilma Bueno da Silva, o sentimento é de impotência. “De revolta, de exclusão. É um direito que ele tem”, disse. Vilma conta que a psicóloga fez as perguntas e Danilo não pode responder porque não entendeu. “Ela não sabia falar em Libras e ele não escuta. Ela chamou o meu marido e dispensou. [Ela] falou ‘eu preciso de um interprete porque eu não entendo o que o Danilo fala”, acrescentou a mãe.

De acordo com o Detran, o contrato com a empresa que cedia os intérpretes de Libra foi cancelado. Para remediar a situação, o Departamento informou que contratou instituições locais. Entretanto, apenas em Curitiba há intérpretes. O Detran informou ainda que a licitação para a contratação de novos intérpretes.