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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Policiais do Bope fazem curso de tiro para atuar na Copa em Cuiabá

Treinamento deve intensificar segurança durante o mundial de 2014. 
Agentes devem ser formados em 'atirados de elite'.

Do G1 MT


Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) de Mato Grosso fazem curso de tiro com o intuito de intensificar a segurança na Copa do Mundo de 2014, em Cuiabá, de acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). O treinamento começou nesta quarta-feira (19) e deve formar os agentes em 'atiradores de elite', como são chamados, para atuar em grandes eventos. O programa é desenvolvido em oito estados, ao todo.

O secretário de Segurança, Alexandre Bustamante dos Santos, disse que o aprimoramento da equipe é constante, no entanto, pontuou que alguns treinamentos são intensificados. “A capacitação dos profissionais da segurança é contínua e permanente. Alguns cursos serão intensificados em razão de grandes eventos”, comentou. A atual turma possui 12 alunos e conta com policiais de outros estados para que haja integração e troca de experiências entre os agentes, conforme o secretário.
O curso é ministrado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Polícia Militar e a previsão de duração é de cinco semanas, com 280 horas. Entre os conteúdos abordados estão balística interna, externa e terminal, trigonometria aplicada, cálculos de ajuste, observação, movimentação e descrição, fundamentos de tiro, posição variadas, construção de plataforma, camuflagem e ocultação.
Os alunos também vão participar de atividades práticas no estande de tiro da Polícia Rodoviária Federal, ao final do curso.


Idiomas

Além disso, quase quatro mil policiais militares devem aprender inglês, espanhol e Língua Brasileira de Sinais (Libras) até julho do ano que vem, quando Cuiabá deverá sediar os jogos da Copa do Mundo. A primeira etapa do curso gratuito de idiomas, oferecido pelo Comando Geral da Polícia Militar, começou em março deste ano e segue até o período de realização do evento.

domingo, 12 de maio de 2013

Menino da etnia Cinta Larga escapou da morte e foi adotado por mulher.


Menino da etnia Cinta Larga escapou da morte e foi adotado por mulher.
Mãe relata que o convívio com o filho especial a tornou mais serena e forte.

Dhiego Maia Do G1 MT

Mãe e filho índio cinta larga adotado em Cuiabá. [1] (Foto: Dhiego Maia/G1) 
Mãe e filho índio cinta larga adotado em Cuiabá. 
(Foto: Dhiego Maia/G1)
 
Uma adoção mudou o rumo de uma família em Cuiabá e de um bebê indígena que estava fadado desde as primeiras horas de vida a ser sacrificado por ter nascido com Síndrome de Down. Quando se lembra do esforço que precisou ter para ser mãe adotiva do pequeno Antônio, hoje com sete anos, a psicopedagoga Beatriz Mello, de 56 anos, diz que faria tudo de novo só para ter a chance de salvar a vida do filho que é da etnia Cinta Larga.
“Foi uma escolha muito forte. Até pela minha formação eu sempre desejei ser mãe de uma criança com down. Eu fiz dar espaço para isso e recebi o meu maior presente, um ‘pacotinho especial’ que me dá alegria diariamente”, diz Mello.

Mãe e filho índio cinta larga adotado em Cuiabá. [3] (Foto: Dhiego Maia/G1) 
Antônio vive com a mãe adotiva em Cuiabá. 
(Foto:Dhiego Maia/G1)
 
O ‘pacotinho especial’ de Beatriz vem ao longo dos anos contrariando as previsões médicas mais pessimistas. Além de ser down, Antônio é surdo e, por consequência, não fala e tem respiração limitada devido a um problema pulmonar grave. Há um ano, ele recebeu um implante de um aparelho no ouvido e já começa a reproduzir na fala os sons que ouve. Beatriz contou à reportagem que se emocionou quando observou o filho se esforçando para falar a palavra mamãe.
“Ele falou ma, ma, ma. Foi uma emoção muito grande”, recorda.
Superação
Os quatro primeiros anos de vida do garoto não foram fáceis. Antônio passava meses internado. Beatriz diz que o esforço, na época, era para mantê-lo vivo. Ela se emociona quando recorda do momento mais difícil quando pensou que Antônio não sobreviveria a mais um período no hospital. Em Maceió, a capital de Alagoas, o rim e o fígado de Antônio entraram em colapso.

“Eu disse bem próxima ao ouvido dele que se ele tivesse que nos deixar, a passagem dele seria iluminada. Mas que se ele quisesse ficar com a gente, ele receberia muito amor”, afirma.
Recebi o meu maior presente, um ‘pacotinho especial’ que me dá alegria diariamente
Beatriz Mello, mãe adotiva
Antônio saiu do coma e, um mês depois, deixou o hospital. “Ele optou pela vida sempre sorrindo, com bom humor. Meu filho é um guerreiro”, completa Beatriz.
Mãe de outras três filhas, a psicopedagoga conheceu a história do bebê que se tornaria o filho caçula dela por meio de uma reportagem exibida em 2005 pela TV Centro América, afiliada da Rede Globo em Mato Grosso. À época, Antônio estava debilitado e precisava fazer uma cirurgia. Ele era o 12º filho de um casal de índios que vivia em uma aldeia localizada na zona rural de Aripuanã, cidade distante a 976 quilômetros de Cuiabá.
A mãe biológica do garoto temendo que o filho pudesse ser sacrificado por conta da deficiência contrariou a tradição e entregou o menino para a Fundação Nacional do Índio (Funai). “Essa mulher foi muito corajosa porque ela sabia que se ele ficasse por lá não sobreviveria até pelas condições da aldeia que não tinha nem energia elétrica”, revela Beatriz.

Mãe e filho índio cinta larga adotado em Cuiabá. [2] (Foto: Dhiego Maia/G1) 
Menino era o 12º filho de um casal indígena na cidade de 
Aripuanã. (Foto: Dhiego Maia/G1)
 
Da chegada de Antônio a Cuiabá para o primeiro tratamento médico até obter a guarda provisória dele foram dois meses de espera, conta Beatriz. Ele foi levado para a casa dela ainda debilitado e recebendo cuidados em uma ‘homecare’. A guarda definitiva só foi expedida quatro anos depois.

Da convivência com o filho especial, diz Beatriz, ela aprendeu a ser mais serena e forte. “O meu crescimento como pessoa é incrível. Eu sempre achei que faltava em mim o dom da paciência. Depois do Antônio me tornei mais tolerante e serena. Os valores que a gente têm na vida mudam, não tem jeito. Acasos acontecem por conta de um acaso ainda maior”, revela.
Antônio ainda continua cercado de cuidados por ter uma saúde frágil. Ele faz fisioterapia respiratória duas vezes por dia e ainda está aprendendo a se comunicar com o auxílio de uma fonoaudióloga. A meta de Beatriz é tornar o filho o mais independente possível.
Cinta Larga
Os índios da etnia Cinta Larga estão espalhados em aldeias pelos estados de Mato Grosso e Rondônia. Dados da Funai apontam que a etnia possui 1.757 integrantes. A comitiva do Marechal Cândido Rondon foi a primeira a fazer contato com os Cinta Larga, em 1915. A intensa pressão econômica na região em que está inserida por conta da atividade garimpeira fez a população da etnia reduzir consideravelmente ao longo dos anos.


quarta-feira, 6 de março de 2013

PMs devem aprender inglês, espanhol e Libras para a Copa em Cuiabá

Primeira etapa do curso conta com a participação de 800 alunos.
Coordenador do programa disse que ideia é capacitar cerca de 4 mil PMs.



Pollyana Araújo Do G1 MT


Quase quatro mil policiais militares devem aprender inglês, espanhol e Língua Brasileira de Sinais (Libras) até julho do ano que vem, quando Cuiabá deverá sediar os jogos da Copa do Mundo. A primeira etapa do curso gratuito de idiomas, oferecido pelo Comando Geral da Polícia Militar, começou na semana passada e segue até o período de realização do evento, de acordo com o coordenador do programa, coronel Jorge Antônio de Oliveira Paredes.
A primeira turma possui uma média de 900 alunos. O módulo de espanhol e inglês deve durar de 40 a 60 dias. Já o curso de Libras ainda não fechou turma. "O inglês e espanhol é o básico e em uma situação complexa a PM tem a alternativa de policiais que falam outros idiomas com fluência. Temos um policial que fala cinco línguas, inclusive mandarim", declarou o coronel.A capacitação é pela internet e depende do interesse do aluno, conforme o coordenador. "É obrigatório que oficiais e praças que atuam em Cuiabá façam o curso. Já os que trabalham nas cidades que vão ter impacto indireto com a Copa terão a oportunidade, mas não serão obrigados", afirmou o coordenador, ao frisar, no entanto, que o curso conta ponto para quem pretende subir de patente. "Com certeza, nenhum PM vai querer ficar fora disso porque conta na avaliação", pontuou.
Para o coordenador do programa, os alunos não podem receber nenhuma recompensa financeira pelo curso porque não condiz com a missão da polícia de aprimorar o conhecimento com o intuito de desempenhar melhor a função. "A recompensa financeira destrói nossos valores. Temos que ter qualidade para nosso preparo próprio. É uma questão de valor institucional", frisou.
Ele explicou que o programa era um projeto da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), mas não foi desenvolvido após a criação de uma secretaria para a realização de grandes eventos. Diante disso, o estado decidiu colocar em prática o projeto usando recursos próprios.
Além da capacitação em línguas estrangeiras, os PMs devem receber treinamento de prevenção e combate à exploração sexual e cada órgão deve ser capacitado de acordo com as suas particularidades, assim como o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e policiais que atuam na área de meio ambiente. "A ideia é reforçar aquilo que os policiais já sabem", enfatizou. No ano passado, PMs também receberam um curso sobre segurança em grandes eventos.
Cavalaria
Ainda para fazer a segurança na Copa, a Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp) comprou 30 cavalos para o trabalho de policiamento ostensivo. De acordo com a Sesp, esse foi um dos primeiros projetos na área de segurança pública voltado para evento que está sendo colocado em prática. No treinamento, os cavalos devem se acostumar com a fumaça, fogos, explosivos, entre outras técnicas, para aprender a andar junto com o policial de forma
tranquila.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Pulmão gigante será montado em MT contra danos causados pela fumaça

*Notícia encontrada antes do desenvolvimento do weblog 

Estrutura terá 220 metros quadrados e capacidade para até 100 pessoas.
Estacionamento da UFMT em Cuiabá vai receber estrutura a partir de terça.

Do G1 MT - 14/10/2012


Pulmão inflável com capacidade para até 100 pessoas será montado na UFMT em Cuiabá (Foto: Assessoria/MPE) 
Pulmão inflável com capacidade para até 100 
pessoas será montado na UFMT em Cuiabá
 (Foto: Assessoria/MPE)

Um pulmão inflável com capacidade para abrigar até 100 pessoas será instalado nesta terça-feira (16) no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Cuiabá. A estrutura possui 220 metros quadrados e visa informar a população sobre os danos causados pela fumaça das queimadas, cigarro e fogão à lenha. No interior do pulmão inflável serão instaladas três salas para 20 pessoas cada e um miniauditório. O pulmão inflável poderá ser visitado até o dia 21 deste mês.
O projeto é desenvolvido pelo Ministério Público Estadual (MPE) em parceria com o governo estadual. De acordo com a promotora de Justiça que atua na Defesa do Meio Ambiente, Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza, a ação pretende conscientizar a população sobre os danos causados ao meio ambiente.

“Mato Grosso é um Estado que tem crescido muito economicamente, porém, esse crescimento tem sido desordenado, provocando ações descontroladas de desmatamento e queimadas. O uso do fogo é uma prática tradicional, mas, existem técnicas e alternativas que podem e devem ser utilizadas para evitar essa prática”, afirmou.


De acordo com a organização do evento, as visitas serão monitoradas por técnicos. O espaço promete ser acessível. Cadeirantes poderão circular por todo espaço que também vai contar com intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras).



Visitação

O pulmão inflável será montado no estacionamento da UFMT, próximo ao ginásio de Esportes. As visitas poderão ser feitas das 8h às 11h e também das 13h às 17h. Escolas poderão agendar as visitas por meio do telefone: (65) – 3613-6475.

Jovem de MT que viveu uma semana como deputado vota pela primeira vez

*Notícia encontrada antes do desenvolvimento do weblog 

Lucas Bernardino é 1º do estado a ter projeto aprovado no Parlamento Jovem.
Ele quer ser deputado e diz que maioria dos jovens não quer saber de política.

Dhiego Maia Do G1 MT - 06/10/2012


Lucas teve projeto de lei aprovado no Parlamento Jovem (Foto: Assessoria/Câmara Federal)
Lucas teve projeto de lei aprovado no 
 Parlamento Jovem.
(Foto: Assessoria/Câmara Federal)

Um adolescente de 16 anos se destaca em meio aos mais de 57 mil que irão às urnas pela primeira vez nas eleições municipais deste domingo (7), em Mato Grosso. Lucas Martins Bernardino, que mora em Arenápolis, cidade a 255 quilômetros de Cuiabá, fez história ao se tornar o primeiro mato-grossense a ter um projeto de lei aprovado no Parlamento Jovem da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Lucas propôs que o Ministério da Educação (MEC) incentive as universidades do país a inserir na grade curricular dos cursos de licenciatura matérias específicas para o trabalho com alunos deficientes. Para formatar o projeto, o adolescente não precisou ir muito longe. Na sua escola, que conta com 466 alunos, ele percebeu a dificuldade no processo de aprendizagem de seis amigos surdos-mudos. “O meu projeto é oriundo do meu convívio diário com eles que têm muita dificuldade em aprender a ler. A minha ideia é formar os profissionais da educação quando eles ainda estão na universidade”, afirmou.
A vontade em abordar a questão da deficiência no ambiente escolar aumentou quando uma amiga dele precisou abandonar dois cursos universitários por falta de intérprete em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) dentro da sala de aula. Outra amiga do jovem, que também é deficiente auditiva, viaja todos os dias de Nortelândia até Arenápolis para estudar por conta do mesmo problema. “Cada região tem uma necessidade específica por profissionais capacitados para lidar com esse público. As universidades por serem autônomas devem entender qual é a demanda para ofertar essas matérias”, explicou.
Se por um lado, os alunos com deficiência têm dificuldades em aprender, do outro os responsáveis pelo ensino, na visão do adolescente, não sabem o que fazer dentro da sala de aula. “Os professores não estão capacitados. Quando entram na sala, muitos dizem: o que eu faço?”, afirmou.
Para o jovem, o maior problema é a falta de interação entre professor e o aluno que possui alguma deficiência. Para isso, no projeto de lei, o adolescente propôs que durante o estágio supervisionado dos professores em formação seja avaliado, justamente, o processo de interação em sala de aula. “O professor e o aluno precisam ter uma interação. Muitos não conseguem entender a matéria e quando se é deficiente é mais difícil ainda. No estágio, proponho que se tenha uma nota para medir se realmente o professor conseguiu administrar os problemas dentro de uma sala de aula com alunos deficientes”, salientou.

Lucas, ao lado de amigos com deficiência auditiva, professores e intérpretes (Foto: Arquivo Pessoal)Lucas, ao lado de amigos com deficiência auditiva, professores e intérpretes 
(Foto: Arquivo Pessoal)

De acordo com a diretora da escola, Patrícia Joaquim Moraes Costa Brugnoli, hoje, a escola atende todos os alunos com deficiência auditiva. Mas no contexto geral, toda a escola precisa ser conscientizada em relação à inclusão desse tipo de aluno. "Acredito que nós temos que promover e provocar uma educação acessível. Todos nós temos que fazer a nossa parte. Na nossa escola, nós temos três professores aptos a lidar com os alunos que são deficientes auditivos. Mas vamos encaminhar mais professores a Cuiabá para se capacitarem”, afirmou.
Para integrar a 9ª edição do Parlamento Jovem da Câmara dos Deputados, Lucas enfrentou uma pesada seleção. Ao todo, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) recebeu 25 projetos e, destes, selecionou quatro. Como Mato Grosso tinha apenas uma vaga no parlamento, o Conselho Nacional de Secretários da Educação escolheu apenas um representante do estado.
Os professores não estão capacitados. Quando entram na sala, muitos dizem: o que eu faço?"
Lucas Bernardino,
estudante
Em Brasília, Lucas enfrentou mais uma disputa acirrada. Dos 78 projetos propostos de todo o país, apenas cinco poderiam ser aprovados. “O que valia era a defesa do seu projeto. Eu defendi o meu projeto quatro vezes. Na Comissão de Saúde e Segurança Pública o meu projeto foi o escolhido para ir direto à plenária. Nessa fase, a líder da minha comissão fez a defesa e acabei conquistando a aprovação”, disse. Agora, Lucas aguarda que seu projeto seja apadrinhado por algum deputado federal para que efetivamente seja discutido e, quem sabe, entre em vigor em todo o país.


Ser político
Ao G1, o adolescente afirmou que a experiência na Câmara Federal o fez repensar as próprias convicções. Ele não descarta, no futuro, se tornar um deputado federal. “A minha visão de mundo, da política e os meus conhecimentos ampliaram depois do parlamento. É um desejo meu seguir a carreira política. Se serei ou não, só o tempo poderá dizer”, afirmou.

Na véspera das eleições municipais, porém, ele disse que impera em sua geração um descrédito em relação à política brasileira. "Infelizmente, nós sabemos que a juventude não se interessa por política, nem quer saber. Eles votam porque o candidato deu alguma coisa a eles, apenas por isso", salientou.

Estudantes participantes do Parlamento Jovem Brasileiro assistem a palestra na Câmara Federal (Foto: Brenda Brandão/ G1)
Última turma do Parlamento Jovem Brasileiro
(Foto: Brenda Brandão/ G1)

Lucas mora com os avós em Arenápolis desde quando seus pais se separaram. Além de ter representado Mato Grosso no Parlamento Jovem, o adolescente é um dos responsáveis por recriar o Grêmio Estudantil que estava esquecido há anos na Escola Estadual Senador Filinto Muller. A organização mudou o ritmo de vida dos estudantes que agora contam com aulas de dança e teatro.
A avó do estudante, Josefina de Souza Bernardino, de 66 anos, enfatizou que o neto é o orgulho da família. Ela ficou surpresa quando soube que Lucas iria representar o estado na Câmara Federal. “É uma cidade tão pequena e com tanta gente que se inscreveu ele se superou e teve essa capacidade. Eu acho tudo isso muito legal para a vida dele”, disse.
O pai, um mecânico da cidade, contou ao G1 que até decidiu emancipar Lucas pela responsabilidade que ele tem desde muito cedo. Segundo ele, o filho nunca foi motivo de preocupação para a família. “Tudo que ele conquistou até aqui é por mérito dele. Ninguém precisou ficar falando para ele fazer nada. É realmente o nosso orgulho”, disse Silas Bernardino.
O adolescente está no 3º ano do Ensino Médio e disse que tem o sonho de cursar direito ou jornalismo em uma universidade pública.

UFMT abre vaga para a contratação de professor especializado em Libras

*Notícia encontrada antes do desenvolvimento do weblog 

Vaga é válida para interessado em trabalhar no campus de Rondonópolis.
As inscrições poderão ser feitas entre os dias 4 e 5 de junho. 

Do G1 MT - 28/05/2012


A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oferece uma vaga para professor temporário que atue na área de Língua Brasileira de Sinais (Libras). A vaga é válida para o campus de Rondonópolis, cidade a 218 km de Cuiabá e as inscrições poderão ser feitas entre os dias 4 e 5 de junho.
Conforme a instituição, os candidatos devem ter graduação em curso de licenciatura, com formação na área de Libras, reconhecida pela Federação Nacional de Educação e Integração de Sinais ou Exame Prolibras para ensino de língua de sinais em nível superior.
O candidato inscrito deve ainda ter disponibilidade para trabalhar em regime de 40 horas semanais nos períodos três períodos. As inscrições poderão ser feitas entre os dias quatro e cinco de junho, na secretaria do departamento de Letras, no campus de Rondonópolis. O processo de seleção será realizado nos dias 11, 12 e 13 de junho.
Para se inscrever, os candidatos devem apresentar além da documentação pessoal, um currículo e uma declaração de não ter sido contratado por nenhuma instituição federal de ensino superior nos últimos 24 meses. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (66) 3410 4015.

Aos 87 anos, viúva de Villas Bôas que mora em MT vive de recordações

*Notícia encontrada antes do desenvolvimento do weblog 

Aposentada conheceu Leonardo Villas Bôas em um barco no Rio Paraguai.
Maria Villas Bôas espera rever filha que foi para São Paulo após 50 anos.

Pollyana Araújo Do G1 MT - 21/04/2012


Maria Villas Bôas mora em São Félix do Araguaia. (Foto: Vanessa Lima/ Repórter do Araguaia)
Maria Villas Bôas mora em São Félix do 
Araguaia. (Foto: Vanessa Lima)

Viúva do sertanista e indigenista Leonardo Villas Bôas, Maria Villas Bôas, que hoje tem 87 anos, tem a expectativa de reencontrar a filha Marina Villas Bôas, que não vê há mais de 50 anos desde que a deixou em São Paulo para estudar, aos cinco anos. Com a saúde muito debilitada, Maria mora em São Félix do Araguaia, a 1.159 quilômetros de Cuiabá, e leva uma vida simples, mas cheia de recordações.
Ao telefone com o G1, a aposentada chorou de emoção ao ser questionada sobre como conheceu Leonardo, o irmão mais novo dos três desbravadores da região amazônica e idealizadores do Parque Nacional do Xingu. Ela ficou 11 anos casada com Villas Bôas, até que em 1961 ele morreu após problemas cardíacos. Eles se conheceram após Maria pedir carona em um barco que seguia pelo Rio Paraguai e nunca mais se separaram.
Como Maria possui uma deficiência auditiva parcial, a filha dela mais velha, Terezinha Soares, que foi criada como filha de Leonardo após a morte do pai, foi quem contou à reportagem do G1 detalhes da vida da dona de casa com o sertanista. Além de Marina, ela teve mais dois filhos com ele: Álvaro e Mariza, que morreu em um acidente de carro quando já era adulta.
Até o nome de Maria, que era viúva quando conheceu o indigenista, foi ele que escolheu. "Ele [Leonardo] passou a chamá-la de Maria Villas Bôas e foi assim que ela ficou conhecida", disse Terezinha, ao enfatizar que o nome verdadeiro da mãe é Ilda Soares. A enteada do sertanista citou que uma das grandes lembranças da família é quando o então presidente da República Juscelino Kubitschek almoçou na casa deles durante uma visita que fez a Mato Grosso.
Logo depois que se casaram, eles moraram em Macaúba (GO) e, em seguida, se mudaram para São Félix do Araguaia. A família ficou lá por algum tempo até que o indigenista foi transferido para Nova Xavantina, a 651 quilômetros da capital, para trabalhar como chefe regional da Fundação Nacional do Índio (Funai). "A minha mãe conta que ele [Leonardo] sempre teve contato com os irmãos [Cláudio e Orlando]", frisou.
Depois da morte de Villas Bôas, a família dele foi de avião de Mato Grosso para São Paulo, onde o corpo do sertanista foi sepultado. Porém, quando iriam retornar uma das irmãs de Leonardo pediu que Maria deixasse as crianças para estudar, mas ela se recusou. Então, propuseram que ao menos Marina, que era a mais velha, ficasse na capital paulista e garantiram que ela visitaria a mãe uma vez por ano, o que não ocorreu, como conta Terezinha, com base no que tem ouvido da mãe todos esses anos. "Ela [Marina] nunca conversou com a minha mãe depois que ficou lá [São Paulo], nem mesmo por telefone", reclamou.
Único filho de Leonardo Villas Bôas que mora em Mato Grosso, Álvaro Villas Bôas, de 52 anos, afirmou em conversa ao G1 disse que teve contato com a família do pai apenas uma vez, quando foi a São Paulo, e que tem vagas lembranças do pai, já que quando Leonardo morreu ele tinha apenas três anos. "Depois de adulto, resolvi ir a São Paulo e falei com o tio Orlando, mas me senti mal porque acharam que estava atrás de alguma herança, mas nunca pedimos nada a eles", afirmou.
Segundo ele, hoje a mãe vive com um salário mínimo da aposentadoria e da ajuda dos filhos. Álvaro mora em Alto Boa Vista, município que fica a 1.064 km de Cuiabá, com a família dele. Ele disse ter conhecimento de que possui outra irmã, filha do pai com uma índia, que conheceu antes de se casar com a sua mãe.

Conjunto musical formado por surdos mostra superação de alunos em MT

*Notícia encontrada antes do desenvolvimento do weblog 

Alunos aprendem nas aulas a tocar vários instrumentos.
Mesmo sem poder ouvir, todos integrantes tocam em conjunto.

Do G1 MT - 24/04/2012




Uma banda composta por pessoas com deficiência auditiva tem ganhado destaque em Tangará da Serra, cidade a 242 quilômetros de Cuiabá. Segundo o maestro Toni Carlos, os 'Absurdos', nome bem humorado da banda, querem mostrar o que se pode alcançar quando a força de vontade encontra o apoio de uma mão amiga.
O trabalho é pioneiro porque mesmo sem poder ouvir, todos os integrantes tocam instrumentos musicais em conjunto.
“Existe a limitação, daí vem a superação. Geralmente a gente encontra muita dificuldade. A gente erra muito para chegar em um ponto e acertar, porque como é um trabalho pioneiro, nós não temos referência de como fazer. Depois que a gente encontra um jeito de como fazer, fica tudo perfeito”, disse o maestro da equipe.

Há 12 anos, Toni Carlos começou uma especialização em Educação Especial. No entanto, ele afirma que logo no primeiro dia do curso o professor o atentou para o fato de que não tem como ensinar música para surdos. “Ele chegou a essa conclusão. Com isso, logo eu estaria desistindo desse projeto. Mas esse relato me tocou profundamente. Me aguçou a ideia de que ele estava errado e que isso era sim possível”, relatou Toni Carlos.
Após o curso, Toni Carlos conseguiu montar a banda, mas em 2005 o sonho de todos os integrantes ficou interrompido por sete anos por falta de apoio. Agora, os músicos do conjunto voltaram a fazer o que gostam.

Por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), a tecladista Jaiana, que está no projeto desde 2001, afirmou que pode até não ouvir, mas sente aquilo que toca. “A paixão começou quando comecei a aprender aos poucos. Eu gostei de tocar teclado, sentindo a vibração do contra baixo. Eu toco e posso fazer sem ouvir, porque sinto o som através da vibração e toco. Isso é superação”, ressaltou a tecladista.

 

Juiz de MT manda contratar professor de Libras após desistência de alunos

*Notícia encontrada antes do desenvolvimento do weblog 

Juiz determinou que escolas de Lambari d'Oeste contratem profissional. 
Magistrado deu prazo de 120 dias para que decisão seja cumprida.

Iara Vilela Do G1 MT - 12/04/2012


A Justiça de Mato Grosso determinou nesta quinta-feira (12) que a rede pública de ensino da cidade de Lambari d’Oeste, a 327 km de Cuiabá, passe a ter um professor de Libras (Língua Brasileira de Sinais) para atender aos alunos com deficiência auditiva. Conforme o juiz Anderson Candiotto, com a falta de um intérprete, alguns alunos desistiram de estudar por não conseguirem acompanhar o conteúdo aplicado em sala de aula.
O magistrado concedeu tutela antecipada em um ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE). Consta nos autos que há um aluno com deficiência auditiva matriculado em uma escola da rede municipal de Lambari D’Oeste, porém não existe profissional habilitado para ministrar aulas para o estudante.

Ao G1, o juiz explicou que não é apenas um estudante que necessita de interprete, mas que a porcentagem de alunos que precisam deste profissional é baixa. “Existem alunos que precisam desse profissional. Ao meu entender, mesmo que fosse somente um aluno, deve prevalecer a dignidade e direito à educação”, pontuou.
Conforme Candiotto, a falta de um intérprete em Língua Brasileira de Sinais dificulta o aprendizado dos deficientes auditivos. “Alguns alunos insistem em ir para a escola, mas depois desistem porque não conseguem assimilar o conhecimento já que não entendem o professor”, explicou.
O juiz deu um prazo de 120 dias para o cumprimento da decisão. Caso contrário, o magistrado fixou multa de R$ 1 mil a cada dia em que a decisão for descumprida. “Caso não tenha como designar alguém para a atividade, um professor do município pode se capacitar e dar aulas em regime de escala nas escolas”, sugeriu.
Conforme o secretário de Educação de Lambari d’Oeste, Vander Moura, o município ainda não foi notificado da decisão. “Nós vamos fazer o que for preciso. Mas dois professores da nossa rede já passaram por cursos de Libras e estão se capacitando”, garantiu.
Já a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou, por meio da assessoria de imprensa, que existe um Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies) que capacita profissionais da educação em diversas áreas, inclusive Libras. A assessoria de imprensa afirmou ainda que a escola precisa pedir auxílio da secretaria e que caso na região não haja um profissional habilitado, um profissional da escola pode passar por capacitação.

Alunos de MT serão obrigados a passar por exames oftalmológicos

*Notícia encontrada antes do desenvolvimento do weblog 

Exames devem ser realizados ao menos uma vez por ano.
Lei foi sancionada nesta semana pelo governador Silval Barbosa.

Pollyana Araújo Do G1 MT - 07/04/2012


Os alunos da rede estadual de ensino de Mato Grosso terão de fazer exames oftalmológicos e otorrinolaringológicos pelo menos uma vez por ano, conforme prevê uma lei sancionada pelo governador Silval Barbosa (PMDB) nesta quarta-feira (4). Os exames deverão ser realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no início do primeiro semestre de cada ano.

De acordo com a lei, os exames só poderão ser efetuados por médicos habilitados e, se for constatada alguma moléstia ou deficiência visual e auditiva, assim como quaisquer outras anomalias, o aluno deverá ser encaminhado para uma unidade de saúde apta a oferecer a assistência adequada.
A direção de cada escola deverá apresentar um relatório acerca dos exames em que o médico responsável não tiver prescrito procedimentos corretivos ou tratamentos adequados. Além disso, deverá informar se os exames foram realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), bem como sobre as informações repassadas aos pais e professores.
As medidas pedagógicas adotadas pelos a fim de amenizar os efeitos negativos produzidos pela moléstia ou deficiência visual durante o processo de aprendizagem também deverão ser informadas. Caso os procedimentos visando corrigir a deficiência do estudante não forem realizados dentro de um prazo razoável, a direção da escola encaminhará um relatório a respeito do caso ao Conselho Tutelar da região.