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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Em feira sobre a escola do futuro, a maior oferta ainda é de lousa digital


Introduzida no país há mais de 15 anos, ela ainda é maioria nos estandes.
Tablets com conteúdo próprio também ganham espaço na Feira Educar.

Ana Carolina Moreno
Do G1, em São Paulo

Modelos de lousa digital disponíveis na Feira Educar: infravermelho, touchscreen e acesso à internet (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Modelos de lousa digital disponíveis na Feira Educar: infravermelho, touchscreen e acesso à internet
(Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Na 20ª Educar Educador, feira e congresso internacional que começou na quarta-feira (22) em São Paulo, a lousa digital, uma das primeiras tecnologias a entrarem na sala de aula brasileira, há mais de 15 anos, ainda é o principal produto de inovação disponível no mercado educacional. Mas, agora, ela divide espaço –e interage– com os tablets, que trazem uma diversa gama de aplicativos e programas com conteúdo do currículo escolar, mas estão, em sua maioria, atrelados ao uso da lousa interativa.
A feira acontece até o sábado (25) no no Centro de Exposições Imigrantes, na Zona Sul de São Paulo. A entrada nos estandes é gratuita, mas a participação nas palestras do congresso são restritas a quem pagou a inscrição previamente.
Veja no vídeo ao lado outras novidades apresentadas na Feira Educar
Entre os 200 expositores nacionais e internacionais do evento, há empresas que importam e fabricam móveis, uniformes, carteirinhas de estudantes, livros didáticos, suportes inclusivos para deficientes, soluções de gestão escolar, equipamentos para laboratórios de ciências e softwares educativos desde a pré-escola até o conteúdo preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Mas também não faltam modelos de lousas sensíveis a toque, com canetas próprias, acesso à internet, sistema de som e até um sensor infravermelho, que permite o uso por mais de uma pessoa ao mesmo tempo.
Pelo pacote completo, que inclui um computador e um projetor para a lousa, o treinamento de entre 15 e 20 professores, a garantia e assistência técnica, o gasto varia entre R$ 15 mil e R$ 25 mil, segundo os expositores.A maioria dos produtos oferecidos pelo mercado brasileiro, porém, é importada e, por isso, o custo ainda é alto. Segundo expositores ouvidos pelo G1, uma lousa pode sair por cerca de R$ 5 mil, mas, para que ela seja usada com qualidade, é preciso transformar a sala de aula e, principalmente, treinar os professores.
Treinamento
Segundo Jackson Prado, representante da Desk Móveis, as pesquisas de mercado mostram que, apesar da tendência de crescimento, apenas 4% das escolas brasileiras já adotaram a tecnologia nas salas de aulas. Quem responde pelo maior número delas, de acordo com ele, são as escolas da rede pública. Na China, segundo estimativas de Lin Shuyuan, representante da fabricante chinesa de lousas Returnstar Interactive Technology, entre 10% e 15% das escolas posseum um modelo de lousa digital.
A empresa de Padro, que já fabricava carteiras escolares, também entrou no ramo das lousas digitais e oferece pacotes que incluem o produto acoplado a dois quadros brancos tradicionais e caixas de som embutida. O valor pode chegar a R$ 25 mil, e até 15 professores recebem uma capacitação que dura entre seis e oito horas para aprenderem a usar a ferramenta.
Ele afirma que já treinou mais de seis mil professores em todas as partes do Brasil e concluiu que o professor tem mais facilidade em aceitar a nova tecnologia se ainda tem acesso à antiga, por isso o quadro branco é vendido junto com a versão digital.
Educar oferece produtos em várias áreas da educação, como inclusão, projetores em 3D, carteiras e livros didáticos (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)Educar oferece produtos em várias áreas da educação, como inclusão, projetores em 3D, carteiras e livros didáticos (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Tecnologia nacional
A Positivo, que fabrica seus próprios hardwares e produz softwares de ensino com tecnologia nacional, também vende pacotes que, além da lousa e dos tablets, inclui programas online e offline com planos de aula e mecanismos para que o professor possa controlar o que todos os alunos estão fazendo em seus tablets, inclusive bloquear as funções quando precisa da atenção da turma para alguma explicação. A empresa afirma que o custo da tecnologia varia de acordo com o tamanho das classes, e não revelou valores.

Luiz Vanderlei Diniz, da empresa Simmar, afirma que importa seus modelos de lousa digital dos Estados Unidos e atende tanto a rede pública quanto a privada. A representante brasileira traduz o conteúdo do software e do manual para o português e dá um treinamento de quatro horas a até 20 professores por lousa.
"Mas agora tenho um software novo e o treinamento dura um pouco mais", afirmou ele. Segundo ele, a versão "antiga" é de 2012, e quem comprou a lousa no ano passado pode fazer o upgrade.
De acordo com Prado, há dois ou três anos a empresa vem tentando emplacar no mercado um projetor de conteúdo em 3D. Com tecnologia importada da Índia, o projetor custa entre R$ 1.800 e R$ 2.500, mas a licença de uso do conteúdo das disciplinas pode chegar a R$ 30 mil por ano para uma sala com entre 40 e 50 computadores. "A demanda ainda não está tão grande", afirmou ele.
Os professores que estão mais acostumados usam mais. No futuro, queremos ter lousa digital em todas as salas, começando pelo ensino médio"
Satiko Uyeno,
diretora do Instituto Santa Luzia
Gasto inevitável
Há quatro ou cinco anos, Satiko Uyeno, diretora do Instituto Santa Luzia, de Porto Alegre, diz que investiu cerca de R$ 40 mil para montar dois laboratórios digitais no colégio, que tem 750 alunos do ensino infantil ao médio. "Não tem jeito, a tecnologia veio para ficar", explicou.

O custo foi diluído na mensalidade, mas o retorno valeu a pena, segundo ela. "Os alunos mostram muito mais interesse", disse. Todos os professores da escola foram treinados, mas o uso das duas salas é mais frequente entre as duas dos anos finais do fundamental e ensino médio. "Os professores que estão mais acostumados usam mais. No futuro, queremos ter lousa digital em todas as salas, começando pelo ensino médio."
Desde a introdução das lousas interativas, Satiko conta que a escola fez uma parceria e já oferece tablets a 16 professores. Ainda não há planos para garantir um deles por aluno. "A tecnologia ainda é muito cara, mas a gente não pode fugir dela, ela chegou para se instaurar na educação."
Hugo Caldeira, professor e fundador da Another Step, de Portugal (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Hugo Caldeira, professor e fundador da Another

Step, de Portugal (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Para o professor português Hugo Caldeira, que também participa da feira, a eficácia da tecnologia na escola não é uma questão tecnológica. "É humana, dos professores", explicou.
Segundo ele, colocar equipamentos tecnológicos na sala de aula de uma escola que não esteja ligada ao treinamento e aperfeiçoamento dos professores, além de ter um sistema de avaliação pedagógica e uma visão concreta de sua estratégia educacional, faz com que a tecnologia seja apenas um gasto, e não um investimento.
"O professor está em um momento de viragem [mudança] do seu papel. Ele vai ser um designer do aprendizado, vai desenhar o melhor processo de aprendizado possível", disse Caldeira.
Inclusão para alunos com deficiência
Outro destaque do evento foi a presença de empresas dedicadas ao desenvolvimento de produtos para facilitar a inclusão de estudantes com deficiência. Entre as opções oferecidas a alunos com deficiência visual estão impressoras em braille, capazes de copiar desenhos e textos no relevo sobre o papel e impressoras de voz, que lêem em voz alta um texto em papel aproximado a um scanner. A feira traz ainda novos modelos de teclados e máquinas de escrever para cegos, e teclados para quem tem visão baixa ou dificuldades motoras.

Estudantes com deficiência auditiva também podem usar tablets com conteúdo curricular produzido em forma de games interativos em três dimensões. Para alunos cadeirantes, a Educar oferece modelos de carteiras escolares desenhadas para facilitar o acesso.
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quarta-feira, 22 de maio de 2013

BR-040 será interditada na madrugada de quinta-feira


Trecho entre os quilômetros 80 e 104 será interditado.
Condições climáticas desfavoráveis podem adiar a reversão da pista.

Do G1 Região Serrana

A passagem de quatro carretas de grande porte causará a interdição da descida da Serra de Petrópolis, Região Serrana do Rio, na madrugada desta quinta-feira (23). A reversão de pista interditará o trecho do Km 80 (Petrópolis) ao Km104 (Duque de Caxias) da BR-040, sentido Rio. A interdição começa meia-noite e vai até às 5h desta quinta-feira.

A operação será coordenada pela Polícia Rodoviária Federal, com apoio da Concer, concessionária que administra a rodovia. A partir do Km 80, as carretas seguirão viagem para Minas Gerais pela mão normal da rodovia. Condições climáticas desfavoráveis podem provocar o adiamento da reversão de pista. A subida da serra funcionará normalmente durante a reversão no sentido oposto.
Para mais informações, o usuário pode ligar para a Central de Atendimento da Concer, pelo 0800-282-0040. Portadores de deficiência auditiva e de fala devem ligar para 0800-281-0041.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Vagas para curso de Libras ainda estão disponíveis no IFRR


São 40 vagas para a comunidade e o curso terá a duração de 60 horas.
'Ideia é contribuir para estreitar laços entre as pessoas', diz coordenadora.

Do G1 RR

Curso de Libras será ensinado em Rio Preto neste mês de março (Foto: Divulgação/ Ricardo Boni)
Curso de Libras será aplicado no IFRR

(Foto: Divulgação/ Ricardo Boni)
Para ampliar o grupo de interessados em aprender mais uma forma de comunicação, o Núcleo de Inclusão do Câmpus Boa Vista disponibiliza para a comunidade em geral, o curso básico da Língua Brasileira de Sinais - Libras, que inicia nesta segunda-feira (20), das 18h às 22h, às segundas, quartas e quintas-feiras, no Instituto Federal de Roraima (IFRR).
Segundo a coordenadora do Núcleo, a psicóloga Simone Albuquerque, a iniciativa faz parte do projeto de extensão 'LIBRAS: Sinais de Inteligência' e visa contribuir para estreitar laços entre as pessoas. "E é com alegria que o Núcleo abre esta terceira turma, no horário noturno, buscando, mais uma vez, atingir os interessados dentro da sua disponibilidade de horário”.
Serão 40 vagas disponibilizadas e o curso terá a duração de 60 horas. As aulas serão ministrada por Wilson Alencar.
Quem estiver interessado basta se dirigir ao Núcleo de Inclusão do Câmpus Boa Vista, no IFRR, até as 17h desta segunda-feira (20), com cópias e originais dos documentos de identidade e CPF.

Alagoas registra aumento nos casos de meningite, expõe boletim da Sesau

Este ano já foram notificados 66 casos da doença, 21 a mais que em 2012.
Médico infectologista recomenda atenção quanto aos sintomas em crianças.

Do G1 AL, com informações da 
TV Gazeta

Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), os casos de meningite aumentaram emAlagoas. Este ano 66 casos da doença foram notificados, com 18 deles confirmados no Hospital Hélvio Auto. Número que representa 21 notificações a mais que o ano de 2012.

Quem não esqueceu os momentos ruins que passou ao lado do filho Pedro Evangelista, 14, foi a costureira, Elineuza Maria dos Santos. Pedro teve meningite e a doença só não evoluiu porque foi descoberta logo no início. “Levei ele no posto e a médica fez o exame e deu logo o resultado. Se tivesse demorado mais não haveria mais tempo e ele teria falecido”, contou Elineuza.

A meningite é uma doença contagiosa que pode levar a morte se não for logo diagnosticada. Os sintomas são: dor de cabeça, febre alta, rigidez no pescoço, vômito, manchas na pele e moleza no corpo. A vacina contra a doença, a Meningócia, pode ser aplicada em crianças já a partir dos 11 meses.

Segundo o médico infectologista, Fernando Maia, esta época de chuvas favorece a proliferação da doença, mas não há risco de epidemia em Alagoas. Ele explica que é possível ficar atento aos sintomas. “As crianças que apresentam qualquer um dos sintomas da doenças precisam ser levadas ao médico. Meningite é uma doença com grande capacidade de morte e causa sequelas graves como cegueira, surdez e até amputações.

sábado, 18 de maio de 2013

Menina de oito anos é atropelada por moto em Itapeva, SP

Segundo a polícia, a vítima é deficiente auditiva.
A criança e dois amigos saiam da escola no momento do acidente.


Uma menina surda-muda de oito anos foi atropelada por uma moto nesta sexta-feira (17) em Itapeva (SP). Segundo testemunhas que passavam pelo local, o motociclista teria buzinado enquanto ela e outros dois amigos atravessavam a rua. Ele disse ainda que não conseguiu evitar o acidente.
De acordo com a polícia, as crianças voltavam da escola que fica no centro da cidade e seguiam para o Bairro de Cima.
A menina e o motorista sofreram ferimentos leves e foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, e encaminhados para a Santa Casa de Itapeva. Segundo o hospital, ambos foram atendidos e liberados.

 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Shows de comédia e rap na Virada Cultural terão tradução em libras


Sessões de comédia stand up terão tradução para deficientes auditivos.
Intérpretes de Libras estarão presentes em três apresentações no domingo.

Do G1 São Paulo

A Virada Cultura 2013 contará com a tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) em três apresentações que acontecem neste domingo (19), na Praça da Sé e no Largo São Bento. Por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade, a Prefeitura de São Paulo disponibilizou dois intérpretes de Libras para a tradução de shows de comédia e de rap.

Já no palco da Praça da Sé, às 14h30 e às 17h30, os deficientes auditivos poderão acompanhar duas sessões de comédia stand up. Humoristas como Rafinha Bastos, Oscar Filho, Rafael Cortez e Marcelo Marrom fazem parte do quadro escalado com a missão de divertir os paulistanos.A apresentação do rapper Crônica Mendes, com início às 11h20 no Largo São Bento, é uma das atrações com tradução para o público com deficiência auditiva. O rapper é conhecido nas periferias da cidade por seu estilo politizado e letras declamadas em forma de poesia.
Segundo números de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 500 mil pessoas que residem na capital paulista declararam possuir algum grau de deficiência auditiva.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Só uma de 8 obras de mobilidade em BH estará concluída até 'evento-teste'


Belo Horizonte receberá três jogos da Copa das Confederações, em junho. 
Aeroporto também está em obras; falhas no Mineirão devem ser corrigidas.

Raquel Freitas e Sara Antunes
Do G1 MG

BRT Cristiano Machado é uma das oito obras de mobilidade urbana em execução na cidade e não estará pronta até a Copa das Confederações (Foto: Pedro Cunha/G1)BRT Cristiano Machado é uma das obras que não vão estar prontas para teste (Foto: Pedro Cunha/G1)
Apenas uma das oito obras de mobilidade urbana planejadas para Belo Horizonte receber a Copa do Mundo de 2014 vai estar concluída em junho, durante a Copa das Confederações, evento considerado teste para o Mundial. Além disso, o turista que visitar a capital mineira no mês que vem encontrará o aeroporto em obras, contará com serviço restrito de telefonia 4G e poderá enfrentar problemas no estádio do Mineirão, que recebeu críticas dos frequentadores em testes realizados até agora.
Belo Horizonte será palco de três jogos da Copa das Confederações, sendo o primeiro deles no dia 17 de junho, quando Taiti e Nigéria enfrentam-se no Mineirão. Já na Copa do Mundo, a cidade vai receber seis partidas, incluindo uma das semifinais, no dia 8 de julho de 2014.
G1 circulou pela capital mineira e realizou um balanço das obras e melhorias de serviços na cidade, restando um mês para o início do evento-teste da Fifa. Confira a situação:
Não é um empecilho [ter obras em execução]. Se fosse, Belo Horizonte não seria mais sede"
Tiago Lacerda, secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo
Obras de mobilidade atrasadas
O secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo, Tiago Lacerda, reconhece que "a Copa das Confederações é acima de tudo um evento-teste para a Copa do Mundo". Poucas estruturas de mobilidade urbana, no entanto, poderão ser testadas durante a competição.

Boulevard Arrudas deve ficar pronto neste mês (Foto: Pedro Cunha/G1)
Boulevard Arrudas deve ficar pronto em maio para
o "teste" do mês de junho (Foto: Pedro Cunha/G1)
De oito principais empreendimentos nessa área, apenas um estará, de fato, pronto no próximo mês. O Boulevard Arrudas deve ser o único concluído e em funcionamento na Copa das Confederações.
Se estivesse tudo pronto, seria ótimo, mas a complexidade de se implantar um sistema como BRT é alta. E não são obras que são apenas para a Copa do Mundo"
Tiago Lacerda
  •  A intervenção foi realizada na Avenida Tereza Cristina, com o objetivo de melhorar as condições de mobilidade, priorizar o transporte coletivo e criar espaços de circulação de pedestres. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, a obra inclui a recuperação estrutural da laje de fundo, paredes e estrutura de recobrimento do Ribeirão Arrudas e a criação de novas pistas para o transporte coletivo. Serão implantados, ainda, elementos paisagísticos, ciclovia e viaduto de transposição da linha férrea.
 G1, Lacerda garantiu que intervenções pela cidade não serão obstáculo à acessibilidade de torcedores. "Não é um empecilho. Se fosse, Belo Horizonte não seria mais sede. Se pegar as outras 11 [cidades-sede da Copa do Mundo], Belo Horizonte está disparada na frente em relação às obras de mobilidade urbana", avaliou.
Em novembro de 2011, a prefeitura de Belo Horizonte prometia entregar grande parte das obras de mobilidade urbana até a Copa das Confederações, a exceção do Corredor Pedro II e da Via 710. Em outubro de 2012, no entanto, a administração pública já dizia que os prazos haviam sido adiados.
De acordo com o secretário Municipal Extraordinário da Copa do Mundo, Camilo Fraga, a maioria das mudanças no prazo se deve a "processos de desapropriação mais demorados ou por adequações nos projetos, devido à grandiosidade dessas obras".

Questionado sobre o prolongamento no cronograma, Tiago Lacerda também justifica dizendo que são obras de alta complexidade. "Se estivesse tudo pronto, seria ótimo, mas a complexidade de se implantar um sistema como BRT é alta. E não são obras que são apenas para a Copa do Mundo. As vias 210 e a 710, por exemplo, não vão para o Mineirão. As obras vão melhorar, de fato, o dia a dia da população", ressaltou.

De acordo com a Secretaria Municipal Extraordinária da Copa do Mundo (SMCOPA), as intervenções viárias para o Transporte Rápido por Ônibus (BRT, sigla em inglês) Antônio Carlos/Pedro I também devem estar finalizadas antes do campeonato. Apesar disso, o novo sistema de locomoção não estará funcionando para atender o público da Copa das Confederações, porque somente deverá entrar em operação no início de 2014. Lacerda ressalta como positivo o fato das pistas da Avenida Antônio Carlos, que dá acesso ao Mineirão, estarem liberadas durante o evento.

Além do Boulevard Arrudas, do BRT Antônio Carlos/Pedro I, estão em execução as obras do do BRT Cristiano Machado, do BRT Área Central, do Centro de Controle da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), da Via 210, da Via 710 e do Corredor Pedro II.
Plano operacional
O plano de mobilidade urbana para a Copa das Confederações está em fase final de elaboração. Segundo a Secretaria Municipal Extraordinária da Copa do Mundo, o primeiro grande teste para o trânsito foi o jogo Brasil x Chile, no dia 24 de abril, quando foram postas em prática as exigências da Fifa em relação ao setor. Na ocasião, torcedores enfrentam muito congestionamento até o estádio, e moradores da área da Pampulha enfrentaram transtornos para chegar em casa.

De acordo com Tiago Lacerda, na visão do governo, a área de restrição a veículos não credenciados pode ser menor nos dias de jogos. "Até porque não temos histórico de atentados", justifica o secretário. Segundo ele, este ponto já estaria sendo revisto pela organização da Copa das Confederações.
Entre as ações planejadas para garantir o acesso de torcedores ao Mineirão, está o reforço do transporte coletivo de ônibus para o estádio, em linhas convencionais e executivas; a criação de um plano de comunicação para turistas e população sobre possíveis alterações no trânsito e nos sistemas de transporte público; e treinamentos para as equipes que vão trabalhar na operacionalização do trânsito.
De acordo com a administração pública municipal, o metrô será um sistema complementar às linhas de ônibus que chegam ao Mineirão ou a locais próximos ao estádio. 
Em entrevista ao G1, o secretário Tiago Lacerda garantiu que voluntários que trabalharão na competição e torcedores que estiverem portando o ingresso do jogo terão direito à gratuidade nos ônibus. Segundo ele, a forma como o serviço vai funcionar ainda está sendo detalhada pela BHTrans.
Aeroporto estará em obra para reforma da estrutura e ampliação de serviços (Foto: Reprodução/TV Globo)
Aeroporto está em obra para reforma da estrutura e
ampliação de serviços (Foto: Reprodução/TV Globo)
Está havendo todo um aspecto operacional de fluxo de passageiros, de fluxo das equipes, de tudo dentro do aeroporto para que as pessoas que aqui vierem não tomem conhecimento da obra
Gustavo do Vale, presidente da Infraero
Intervenções devem ser concluídas em abril de 2014 (Foto: Reprodução/TV Globo)
Intervenções no aeroporto devem ser concluídas só
em abril de 2014 (Foto: Reprodução/TV Globo)
Aeroporto de Confins
Na Copa das Confederações, turistas de outros estados do país e estrangeiros vão encontrar o Aeroporto Tancredo Neves em obras. Os trabalhos de ampliação, modernização e reforma do aeroporto, localizado na cidade de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, devem ser finalizados em abril de 2014, conforme previsão da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

O objetivo para o próximo mês é impedir possíveis transtornos durante o torneio. De acordo com Gustavo do Vale, presidente da Infraero, a movimentação não deve ser notada. "Está havendo todo um aspecto operacional de fluxo de passageiros, de fluxo das equipes, de tudo dentro do aeroporto para que as pessoas que aqui vierem não tomem conhecimento da obra", disse.
O secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo reconhece que toda obra gera algum impacto, mas afirma que haverá tentativa de minimizá-lo durante a competição. Lacerda ainda ressalta que o perfil do público do evento é mais local do que o da Copa de 2014, uma vez que a maior parte de pessoas nos estádios deve ser de moradores de Belo Horizonte ou de outras partes do estado.

O projeto inicial já considerava inviável o oferecimento dos novos serviços para os jogos porque só passariam a operar em dezembro de 2013. Mas com os trabalhos atrasados, duas licitações sem sucesso por propostas com valor excessivo e a ausência de interessados para construção de um terminal provisório, o prazo foi prorrogado. Todas as obras deverão estar concluídas a dois meses da Copa do Mundo no país.

Após visita a Confins e uma reunião na capital mineira no dia 8, o ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, afirmou estar contente com o andamento dos trabalhos já em execução no aeroporto, como alterações na parte interna e nas pistas. Ele ressaltou que "o cronograma está sendo cumprido adequadamente".
Franco deixou claro não haver "plano B" caso as obras não fiquem prontas e anunciou abrir mão da licitação para o novo terminal, para definir a empresa responsável pelo projeto por meio de contratação direta, em caráter emergencial. Atualmente, segundo dados da Infraero, o aeroporto tem capacidade para 10,3 milhões de passageiros anualmente. A quantidade deve aumentar para 15,6 milhões, a fim de comportar a demanda da Copa do Mundo. Em 2012, Confins registrou a circulação de 10.398.296 passageiros.

Com a ampliação do terminal usado atualmente, outras 1,4 milhão de pessoas poderão usar o serviço a cada ano. Logo, a construção do novo espaço é essencial para atingir a meta prevista na Matriz de Responsabilidades – termo feito em parceria com a Fifa para determinar obras de infraestrutura necessárias para realização dos jogos.

Em duas licitações, encerradas sem sucesso em 2012, as propostas para o terminal 3 – cujo projeto previa receber 5,8 milhões de passageiros/ano – excediam o preço estipulado pela Infraero. Em uma terceira tentativa, o plano foi alterado para um espaço provisório com capacidade inferior – 3,9 milhões de passageiros/ano. No entanto, não surgiram interessados.

No ano passado, a Secretaria de Aviação Civil anunciou a concessão do Aeroporto Internacional de Confins para administração privada, o que deve ocorrer no segundo semestre de 2013. "Mesmo com o novo concessionário, a Infraero, até a Copa do Mundo, vai continuar executando este programa de obras", disse o ministro Moreira Franco.

Na Copa das Confederações, o aeroporto terá reforço nas equipes, como é feito em períodos de alta temporada, informou a Infraero. Haverá o "remanejamento de empregados, a intensificação na rotina de manutenção preventiva de equipamentos essenciais", e ainda outras ações.

Na parte alta da esplanada do Mineirão, a internet 4g funcionou   (Foto: Humberto Trajano / G1)
Secretário considera teste do Mineirão o principal a
ser realizado em junho (Foto: Humberto Trajano/G1)
O público já vai ter uma cara de como será na Copa do Mundo. O jogo da semifinal [no Mineirão] dará bastante cara de Copa do Mundo ao estádio e ao entorno"
Tiago Lacerda, secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo
Problemas no Mineirão
Para o secretário Lacerda, o principal teste durante a Copa das Confederações será o Estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, que foi reinaugurado em fevereiro. "O público já vai ter uma cara de como será na Copa do Mundo. O jogo da semifinal dará bastante cara de Copa do Mundo ao estádio e ao entorno", afirmou.

Apesar de a avaliação oficial do espaço ocorrer durante a competição, Lacerda enfatiza que o Mineirão é o estádio mais "testado" no país, tendo recebido mais de dez eventos, entre jogos e shows, desde a reinauguração. "Está tudo muito tranquilo", garantiu.
Problema em rede de esgoto causa transtornos durante show de Paul McCartney no Mineirão, em BH (Foto: Reprodução/G1)
Problema em rede de esgoto provocou transtornos
no show de Paul McCartney (Foto: Reprodução/G1)
Entretanto, parte do público presente aos eventos não concorda com o secretário. Na reabertura, as reclamações foram diversas, como falta de estrutura nos banheiros, falta de água, fechamento antecipado dos bares e problemas com emissão de ingressos.
No último dia 4 de maio, espectadores do show de Paul McCartney enfrentaram um problema com a rede de esgoto, que ocasionou alagamento nas instalações sanitárias e também no saguão de bares.
Tiago Lacerda garante que todas as providências foram tomadas para sanar as falhas. "O Mineirão faz sucesso, é um estádio muito querido. Agora, é um equipamento gigantesco. Até na nossa casa, quando a gente constrói uma casa novinha, a gente passa por um período de estar ajustando algumas coisinhas. Isso é normal", afirmou.
Segundo ele, se comparados o primeiro e último eventos realizados no local, as adequações são perceptíveis. "Melhor ser criticado por pequenas falhas, que ter atrasado na entrega e não poder testar", declarou.

Outra polêmica envolvendo o estádio é uma ação movida pelo Ministério Público Estadual (MPE), pedindo a suspensão de eventos culturais e jogos no Mineirão. A Promotoria alega descumprimento de normas de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. De acordo com o consórcio que administra o estádio, a Minas Arena, as normas da Fifa e as questões de acessibilidade foram cumpridas durante as obras. A empresa destaca ainda que, de uma lista de 56 pedidos de adequações feita pelo MPE, 47 já foram cumpridos. Os outros nove, conforme informado, estão parcialmente executados ou em contratação.

Público da Copa das Confederações poderá contar com 11 novos hotéis na capital mineira (Foto: Pedro Cunha/G1)
Público da Copa das Confederações poderá contar
com 11 novos hotéis em BH (Foto: Pedro Cunha/G1)
Hotelaria
Conforme a SMCOPA, dos 43 hotéis a serem inaugurados até a Copa do Mundo de 2014, 11 deles – cerca de 25% – estarão em funcionamento até 15 de junho deste ano, data de início da Copa das Confederações. A Secopa, entretanto, afirma que serão oito novos hotéis, na capital, até o evento.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, um dos novos estabelecimentos é cinco estrelas, dois são quatro estrelas, sete são três estrelas e um tem uma estrela.

Ao todo, segundo a secretaria municipal, o público da competição contará com 118 meios de hospedagem, no total de 21.740 leitos em Belo Horizonte. Para a Copa do Mundo, de acordo com a administração municipal, a previsão é que estes números passem para 150 e 31.240, respectivamente. Já a secretaria estadual informou que serão 52 novos hotéis até a competição em 2014. 

Apesar de não ter a previsão do número de turistas que estarão em Belo Horizonte durante a evento, Tiago Lacerda afirma que os hotéis serão suficientes para atender o público. "É um evento com características muito mais locais, será possível absorver a demanda para a Copa das Confederações. O foco, ao meu ver, não é nem a Copa de 2014. A ampliação de hotéis é uma necessidade da cidade", pontuou. O secretário ressaltou ainda que os novos locais de hospedagem serão um fomento ao turismo em Belo Horizonte, mesmo passados os eventos esportivos.

Treinamento
O secretário Camilo Fraga espera que o setor de serviços esteja preparado para receber o público da competição. "Principalmente porque os trabalhadores em hotéis, bares, restaurantes, táxis, etc., estão sendo reciclados e há uma ideia de todo o setor de receptivo de melhorar a qualidade dos serviços", explicou.

De 2011 a 2012, mais de 12 mil pessoas foram capacitadas na cidade para receber turistas e torcedores durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Entre os alunos, há motoristas de ônibus, profissionais da saúde, garçons, cozinheiros, recepcionistas. Há ainda ensino de inglês e espanhol. Os treinamentos são uma das medidas para evitar transtornos no trânsito, problemas no aeroporto e lotações no transporte público.

Comerciantes do Mercado Central, um dos principais pontos turísticos de BH, investiram em treinamento (Foto: Reprodução/TV Globo)
Comerciantes do Mercado Central de BH investiram
em treinamentos (Foto: Reprodução/TV Globo)
Um turista sempre está sujeito a passar algum aperto, isso é normal. Mas o que a gente vê é o povo mineiro muito solícito tentando ajudar as pessoas"
Tiago Lacerda, secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo
E as aulas não se limitam à capital mineira. A Região Metropolitana de Belo Horizonte e as cidades históricas do estado oferecem cursos nas áreas de turismo, hospitalidade e lazer. No caso das áreas turísticas, os moradores já estão acostumados com o grande volume de pessoas de variadas nacionalidades. O secretário estadual de Turismo, Agostinho Patrus, ressaltou no dia 8 que Minas Gerais detém 60% do patrimônio histórico nacional.

Para identificar as necessidades de cada cidade, as prefeituras precisaram mapear os pontos onde a capacitação é essencial, avaliando quais são os atrativos turísticos mais interessantes, além de customizar estabelecimentos e incentivar os comerciantes.

No caso dos profissionais cujo trabalho está diretamente ligado aos jogos, saber o básico dos idiomas não é suficiente. Por meio do Pronatec Copa, eles passam por cursos gratuitos nos quais aprendem a desenvolver a capacidade de comunicação em língua estrangeira, organização, iniciativa, adaptação a novas situações e a ter eficiência.

O programa é um convênio estabelecido entre o colégio técnico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério do Turismo. As aulas estão relacionadas aos processos de recepção, viagens, eventos, serviços de alimentação, bebidas, entretenimento e interação.

No dia 6, a Secopa informou que há 26 mil vagas disponíveis para cursos no estado. Um dos cursos em andamento é o de agente de informações turísticas, com inglês e espanhol aplicado aos serviços. São 700 vagas nos seguintes municípios: Belo Horizonte (duas turmas), Brumadinho, Cordisburgo, Diamantina, Lagoa Santa, Nova Lima, Ouro Preto (duas turmas), Pedro Leopoldo, Sabará, São João del-Rei, Sete Lagoas e Tiradentes.

Aulas de idiomas também estão sendo ministradas a adolescentes e jovens, de 14 a 24 anos, de escolas públicas.

Tiago Lacerda acredita que o setor de serviços está preparado para receber os torcedores, mesmo que um segundo idioma não esteja na ponta da língua de muitos garçons, taxistas e vendedores. "Um turista sempre está sujeito a passar algum aperto, isso é normal. Mas o que a gente vê é o povo mineiro muito solícito, tentando ajudar as pessoas", afirmou. Para ele, independentemente da língua, o principal é o torcedor ser bem recebido. "O mais importante é o turista se sentir valorizado, bem tratado. Os que estão dispostos a voltar, se forem bem recebidos, tendem a voltar", justificou.

Fraga também acredita que o evento no próximo mês seja uma boa oportunidade para estimular torcedores a voltar a Belo Horizonte em 2014. "A maioria entende que é uma oportunidade de desenvolver o nosso turismo, o que seria um dos principais legados das Copas das Federações e do Mundo", disse.

G1 testou o acesso à rede 4G em um smartphone da Motorola no estádio Mineirão, em Belo Horizonte (Foto: Pedro Triginelli/G1)
Sistema 4G funciona em pontos restritos da cidade,
segundo teste do G1 (Foto: Pedro Triginelli/G1)
4G restrito
As quatro operadoras de telefonia celular que atuam em Belo Horizonte – Claro, Oi, Tim e Vivo – oferecem sinal 4G na cidade, mas o serviço ainda é restrito a poucas áreas da capital mineira. De acordo com determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a banda larga móvel de quarta geração deve estar disponível em 50% da área urbana das cidades-sede da Copa das Confederações.

As operadoras afirmam que estão cumprindo as regras estabelecidas pela Anatel.

Segundo a Claro, o sinal 4G da operadora está disponível, principalmente em bairros da Região Centro-Sul, porque uma pesquisa apontou que esta é a área onde celular e internet são mais usados na capital. Um levantamento feito pelo G1, entre 26 e 30 de abril, mostrou que o serviço oferecido pela empresa não funciona em pontos importantes, como a zona hoteleira, na Savassi.

A Oi informou que entre os bairros cobertos pelo sinal 4G estão os da região da Pampulha e da Região Centro-Sul. Conforme a Vivo, a empresa também oferece o serviço em pontos da Região Centro-Sul e em bairros da Região da Pampulha, como Bandeirantes, São José e Ouro Preto. Já a Tim não especificou a área de cobertura da operadora em Belo Horizonte.

Avaliação
Os secretários Camilo Fraga e Tiago Lacerda afirmam que, a partir dos testes feitos durante a Copa das Confederações, infraestrutura e serviços serão avaliados em Belo Horizonte. "Como a operação da Copa das Confederações terá participação de todos os envolvidos, cada área faz sua observação e faz o seu relatório, que pode envolver outras áreas", explicou Lacerda. Segundo ele, o objetivo destes estudos é melhorar e aprimorar cada detalhe para a realização do Mundial de 2014.